O Transtorno do Déficit de Atenção/Hiperatividade (TDAH), caracteriza-se por um padrão persistente de comportamentos desatentos e/ou hiperativos-impulsivos. Até o momento, o tratamento de primeira opção é o medicamentoso, sendo a terapia comportamental o tratamento de segunda opção ou conjunto. Entretanto, um novo estudo sugere que crianças com TDAH melhoraram mais rápido quando a intervenção comportamental é o tratamento de primeira opção, sendo o medicamentoso o tratamento adjunto.
O estudo foi publicado em dois artigos na revista Journal of Clinical Child & Adolescent Psychology e noticiado pelo The New York Times.
Como a pesquisa foi realizada
Participaram da pesquisa 146 crianças de 5 a 12 anos de idade e diagnosticas com TDAH. Metade delas foi tratada com uma dose baixa de Ritalina, enquanto a outra metade não recebeu nenhuma medicação, mas, seus pais participaram de um grupo no qual técnicas de modificação de comportamento foram ensinadas.
Os pesquisadores concluíram que a sequência em que o tratamento é realizado causa uma grande diferença nos resultados. Afirmaram ainda, que o tratamento inicial com terapia comportamental é mais eficaz e mais barato do que o tratamento medicamentoso.
Terapia Comportamental ou Medicamento?
A pesquisa é muito interessante, contudo, devemos tomar cuidado ao generalizar os resultados. O TDAH ainda é entendido como um transtorno multifatorial, portanto, o tratamento ideal deve ser multimodal. Deste modo, a questão não é terapia comportamental ou medicamento, mas sim, terapia comportamental e medicamento. Quanto à sequência dos tratamentos, aconselho aos pais (os quais possuem a palavra final) que façam perguntas aos profissionais (psicólogos e médicos) e avaliem as melhoras obtidas com cada tratamento. E lembrem-se: Seus filhos são únicos e precisam de uma atenção individualizada. O acerto de um tratamento não significa que o outro está errado; o erro de um tratamento não significa que apenas o outro está certo. O que determina o sucesso da terapia comportamental e/ou medicamentosa é a melhora na qualidade de vida da criança.
Fonte:
Ótimo texto. Creio que cada caso deve ser analisado detenidamente. Creio que uma terapia cognitiva-comportamental ajudaria bastante a criança e sempre deve ser realizada, utilizando-se o medicamento ou não. Além disso medicar nem sempre deve ser visto como necessário. Conheço muitos casos de crianças com TDAH que não são medicados. A medicina deve ser algo somente utilizado quando seja extremamente necessário (opinião de inexperta é claro). Tenho um menino de 5 anos, com características de TDAH com predominio de impulsividade. Ainda não foi dignosticado, no entanto comecei há mais de um ano a educar-lhe emocionalmente. Acho que é importante que as crianças conheçam suas emoções e recebam ferramentas para administra-las desde pequenos. Além disso utilizo a contoterapia para o processo cognitivo e os frutos são muito positivos.
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Olá Claudiane!
Obrigado!
Muito bom seu posicionamento! A participação dos pais é fundamental no controle do comportamento da criança. Tenha certeza que sua atitude com seu filho além de pedagógica é muito terapêutica.
Abraços!
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