Antes de lidar com o tema, é preciso explicitar a diferença entre medo e fobia. Medo é uma reação normal ocasionada em uma situação de perigo real. Fobia é um medo irracional que causa grande prejuízo à vida da pessoa.
O medo de ir ao dentista é comum, mas se este medo causa desconforto e impede alguém de ir à consulta, ele pode ser classificado como uma fobia, uma odontofobia.
A maioria das pessoas relata o medo de sentir dor. Classificamos esta dor em objetiva e subjetiva. A primeira é relacionada às dores físicas, a última é relacionada à percepção. Mesmo que a dor objetiva seja mínima ou mesmo inexistente, a dor subjetiva é suficiente para fazer a pessoa evitar o tratamento odontológico. Entretanto, todos sabemos da importância em manter a higiene bucal e que para isso, devemos realizar consultas regulares ao dentista.
No texto abaixo, trago algumas estratégias para lidar com a dor (objetiva e subjetiva) durante o tratamento:
Conheça seu medo
O que você teme? Ficar “preso” na cadeira por muito tempo? A anestesia? Ver sangue?
É importante que você saiba descrever seu medo para si e para o profissional que for atendê-lo. Após estar ciente deste medo, vocês poderão pensar em estratégias para lidar com ele.
Identifique seus pensamentos negativos sobre ir ao dentista
O que você pensa quando está na cadeira do dentista? Identifique os pensamentos negativos, avalie-os e os substitua por pensamentos que o deixem mais confortável. O pensamento alternativo não tem que ser “fantasioso”. Ao contrário, tem que ser um pensamento realista, mas que te proporcione uma sensação melhor.
Pensar diferente poderá mudar sua percepção da dor e assim deixar o tratamento acontecer:
| Situação | Pensamento negativo | Sensação | Pensamento alternativo | Sensação |
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Dentista pedi que abra a boca. |
“Eu não deveria ter vindo” | Ansioso
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“Estou fazendo algo bom em prol da minha saúde” |
Calmo
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Dentista pega a agulha para anestesiar. |
“Isso vai doer muito!”
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Amedrontado
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“Sentirei um desconforto, mas a anestesia impedirá que eu sinta dor no resto do tratamento” |
Confiante |
Combine sinais com o seu dentista
A maioria dos profissionais combina antecipadamente sinais com o paciente, como “Se você sentir dor, levante a mão” ou algo do tipo.
Combine com seu dentista sinais para que ele fique ciente dos momentos em que o desconforto é maior. Você pode fazer sinais para ele ir mais devagar, deixar você respirar, cuspir, e etc.
Por fim, procure um dentista de confiança e que ouça seus medos. Juntos, vocês definirão como abordar o problema. Contudo, se ainda assim tiver dificuldades para lidar com o tratamento, procure ajuda de um psicólogo. É comum que pessoas com odontofobia tenham outros transtornos psicológicos associados, por isso uma avaliação deve ser conduzida para que o melhor tratamento seja empregado.
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