O texto abaixo é um conto baseado na obra “Holocausto Brasileiro” da jornalista Daniela Arbex. Foi escrito para mostrar à população leiga ou que atua fora da área de saúde, que no tempo dos manicômios, literalmente qualquer pessoa poderia ser internada e submetida a tratamentos indignos e desumanos. Usando ironia e exemplos reais, este conto objetiva causar repulsa e horror, para que assim as pessoas percebam o porquê de associações e entidades científicas defenderem pautas antimanicomiais. Mais do que a má conduta psicológica e médica. Tememos a humilhação, o comércio da loucura e o genocídio. Continuar lendo
Autor: Tâmaro Chagas
Se o aluno não aprende, é problema de atenção?
Há alguns dias, voltando do trabalho, uma mãe parou-me e disse-me que a professora havia solicitado que ela levasse o filho ao neurologista. Ela queria saber se eu achava que era importante fazer a consulta. A professora e a mãe acreditavam que a incapacidade da criança acompanhar a turma poderia estar de alguma forma ligada a algum déficit neurológico. “Suspeitavam” que pudesse ser um “déficit de atenção”. Como não atendo a criança e não podendo ter como fidedigno aquele relato casual, fiz uma recomendação padrão: que levasse ao médico clínico geral e que apresentasse a ele as queixas que te tivesse. Caberia a ele, caso visse a necessidade, encaminhar o caso para o especialista (seja neurologista, psicólogo, psiquiatra, pediatra etc.).
Após esta conversa, fiquei pensando como elas suspeitaram logo de um déficit de atenção e não de outros processos que estão diretamente envolvidos na aprendizagem. É compreensível que sejam leigas no assunto, mas para informar outras pessoas, resolvi escrever este post sobre processos psicológicos que influenciam a memorização de informações. Baseei-me nos tópicos apresentados por Dalgallarrondo (2008). A explicação aplica-se a qualquer pessoa que esteja aprendendo algo, seja na escola, na faculdade e/ou no trabalho. Continuar lendo
“A vida não é justa, mas ainda é boa”: as lições de vida de Regina Brett
Há algum tempo, procurando um e-mail antigo, deparei-me com um texto com supostas lições de vida de uma quase centenária senhora. Embora a informação da autoria estivesse errada (a autora na verdade é uma jornalista americana à época com 50 anos), as lições eram interessantes e pareciam mesmo ser uma compreensão sobre fatos da vida.
Quem nunca passou por algo e depois extraiu uma aprendizado? E não é melhor ainda quando seguimos um conselho e evitamos que algo ruim aconteça? Quando aprendemos com os comportamentos dos outros chamamos isso de “aprendizagem social”. Portanto, apresento aqui as lições de vida citadas esperando que possa comparar, concordar, discordar e assim refletir sobre suas próprias lições, afinal: ninguém é tão ruim que não possa ensinar e nem tão bom que não possa aprender. Continuar lendo
Prevenção do suicídio e valorização da vida
No mês de setembro realiza-se a campanha “Setembro Amarelo”, uma campanha de conscientização sobre a prevenção do suicídio. Iniciado no Brasil pelo CVV (Centro de Valorização da Vida), CFM (Conselho Federal de Medicina) e ABP (Associação Brasileira de Psiquiatria), o Setembro Amarelo realizou as primeiras atividades em 2014. Desde então anualmente acontecem diversas mobilizações no Brasil e no mundo falando sobre prevenção do suicídio e valorização da vida (10 de setembro é o Dia Mundial de Prevenção do Suicídio).
Os motivos que levam alguém a matar-se são vários. O que enfatizarei neste post são os fatores psicológicos para prevenção. Continuar lendo
Violência Pelo Parceiro Íntimo: Identificação e Prevenção
Este texto é oriundo de palestras que fiz sobre Violência pelo Parceiro Íntimo (VPI). É uma síntese do assunto discutido, e discorre sobre relações violentas em relacionamentos íntimos (namoros, casamentos etc). Enfatizei as agressões contra a mulher pois a teoria e a prática mostram que elas são as maiores vítimas destes relacionamentos. Continuar lendo
10 percepções enganosas sobre fazer terapia
É comum as pessoas chegarem à primeira sessão de terapia com percepções enganosas sobre fazer terapia. O texto abaixo é uma tradução não oficial e contextualizada do artigo “Top 10 Misguided Perceptions of Therapy” e objetiva discutir e esclarecer algumas dessas percepções. Continuar lendo
Um dia na vida de uma pessoa com ansiedade e depressão
A Revista Superinteressante publicou em sua página do Facebook alguns desenhos representando situações que pessoas com ansiedade e depressão passam. Os diálogos evidenciam o preconceito e a ignorância da sociedade em relação aos problemas de saúde mental. Continuar lendo
JANEIRO BRANCO: Quem cuida da mente, cuida da vida!
O projeto JANEIRO BRANCO objetiva mostrar às pessoas que elas podem se comprometer com a construção de uma vida mais feliz para si mesmas. É promovido por psicólogos, profissionais de saúde e diversas instituições. Convoca principalmente para olharmos para nossa saúde mental. Já escrevi um texto aqui abordando o tema: “As dores psicológicas que ignoramos”. Continuar lendo
Medo de ir ao dentista? A psicoterapia pode ajudar!
Antes de lidar com o tema, é preciso explicitar a diferença entre medo e fobia. Medo é uma reação normal ocasionada em uma situação de perigo real. Fobia é um medo irracional que causa grande prejuízo à vida da pessoa.
O medo de ir ao dentista é comum, mas se este medo causa desconforto e impede alguém de ir à consulta, ele pode ser classificado como uma fobia, uma odontofobia. Continuar lendo
10 anos da lei Maria da Penha: o silêncio e o ciclo da violência.
Hoje a lei Maria da Penha (Lei 11.340/06) completa 10 anos de existência. No texto abaixo, a Dra. Valéria Diez Scarance Fernandes discorre sobre dois aspectos frequentes no atendimento às mulheres vítimas de violência: o silêncio e retomada do convívio com o agressor. Continuar lendo