Sempre gostei de ler contos. Comecei com Rubem Alves, Luis Fernando Veríssimo e atualmente estou lendo “Os cem melhores contos brasileiros do século” (Italo Marconi, Editora Objetiva). Influenciado por esta leitura resolvi contar em forma de conto o resultado de uma discussão sobre a evasão escolar de crianças e adolescentes. Ressalto que, como todo conto, este também possui característica ficcional e pretende apenas provocar reflexões sobre o tema Continuar lendo
Pais & Filhos
Se o aluno não aprende, é problema de atenção?
Há alguns dias, voltando do trabalho, uma mãe parou-me e disse-me que a professora havia solicitado que ela levasse o filho ao neurologista. Ela queria saber se eu achava que era importante fazer a consulta. A professora e a mãe acreditavam que a incapacidade da criança acompanhar a turma poderia estar de alguma forma ligada a algum déficit neurológico. “Suspeitavam” que pudesse ser um “déficit de atenção”. Como não atendo a criança e não podendo ter como fidedigno aquele relato casual, fiz uma recomendação padrão: que levasse ao médico clínico geral e que apresentasse a ele as queixas que te tivesse. Caberia a ele, caso visse a necessidade, encaminhar o caso para o especialista (seja neurologista, psicólogo, psiquiatra, pediatra etc.).
Após esta conversa, fiquei pensando como elas suspeitaram logo de um déficit de atenção e não de outros processos que estão diretamente envolvidos na aprendizagem. É compreensível que sejam leigas no assunto, mas para informar outras pessoas, resolvi escrever este post sobre processos psicológicos que influenciam a memorização de informações. Baseei-me nos tópicos apresentados por Dalgallarrondo (2008). A explicação aplica-se a qualquer pessoa que esteja aprendendo algo, seja na escola, na faculdade e/ou no trabalho. Continuar lendo
Como lidar com as mentiras que as crianças contam
As mentiras que as crianças contam é um tema recorrente ao se atender pais e mães no consultório. Mentir é um comportamento normal. Em crianças, é visto até mesmo com um bom sinal de desenvolvimento, posto o esforço cognitivo necessário para contar uma mentira. Todavia, às vezes as mentiras se excedem e começam a prejudicar a criança e os familiares.
No texto abaixo, separei 4 simples orientações para lidar com a criança quando perceber que ela está mentindo. Continuar lendo
Intervenção comportamental como tratamento de primeira opção para crianças com TDAH
O Transtorno do Déficit de Atenção/Hiperatividade (TDAH), caracteriza-se por um padrão persistente de comportamentos desatentos e/ou hiperativos-impulsivos. Até o momento, o tratamento de primeira opção é o medicamentoso, sendo a terapia comportamental o tratamento de segunda opção ou conjunto. Entretanto, um novo estudo sugere que crianças com TDAH melhoraram mais rápido quando a intervenção comportamental é o tratamento de primeira opção, sendo o medicamentoso o tratamento adjunto. Continuar lendo
Volta às aulas: Não mande seu filho estudar para a prova
As aulas estão voltando e daqui a pouco alguns pais começam a proferir as seguintes falas: “Menina! Vai estudar que amanhã você tem prova!”. “Menino! Desliga isso que você está na semana de provas!”. Quem nunca ouviu ou falou isso? Na boa intenção, muitos pais acabam cometendo esse erro. “Erro? Como assim meu filho não deve estudar para a prova?”. É isso mesmo! Mas calma, que você já vai entender o porquê.
O objetivo deste post é te auxiliar a tornar seu filho um estudante (alguém que aprende e não esquece) e não apenas um aluno (quem apenas assiste às aulas e tira boas notas).
Boas notas garantem um histórico escolar bonitinho. Boas notas e inteligência garantem um vaga na universidade e no mercado de trabalho. “Ah! Mas não é preciso ser inteligente para tirar boas notas?” Não necessariamente. Continuar lendo
“O que a gente vai fazer amanhã, mãe?”: Como participar das férias do seu filho mesmo não estando de férias
É com a pergunta deste título que diversos pais são recepcionados pelos filhos no retorno para casa depois do último dia de aula.
Durante quase o ano todo as crianças ficam ocupadas pelas atividades escolares e por outras extracurriculares como natação, aula de inglês, balé etc., mas quando chega o fim de ano, chegam as férias e alguns pais, mesmo com a rotina puxada, decidem passar um tempo maior com a criança. Mas daí surge a pergunta: como manter a rotina de trabalho e participar das férias dos filhos?
Neste post, discutiremos algumas sugestões de como participar das férias de seu(s) filho(s) mesmo tendo pouco tempo para ficarem juntos. Continuar lendo